Navegar e navegar,
estrada andante, mar céu, poesia
fundear numa baía,
soltar âncora e aportar...
Porto seguro maresia,
em que esta nave tão errante
atraca fundeia e se amotina,
navegador deserta do sextante
encalhado na areia da nostalgia.
Doravante caminhar...
estrada linda
lar luz fantasia,
Ter o céu por moradia
papel e pena, versejar
Céus de Maio noites orvalhadas
estrelas brilhantes do sul
cruzeiro no intenso azul
luzes em raios sereno orvalho,
azul é a madrugada.
Mãos pequenas pedintes de pão;
Calor.
Riacho rebento da fonte
que se agacha sob a ponte
espalhando a vida pelo chão.
E devagar bem de mansinho
natural é o amor
que sustenta o universo
desde o solar sistema mais complexo
ao simples cantar de um passarinho.
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